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Documentos indicam que barco encontrado com 9 corpos no Pará era de imigrantes africanos

Investigadores suspeitam que embarcação saiu da Mauritânia. Sem leme nem motor, ela teria ficado à deriva até chegar à costa brasileira. Documentos indicam que barco encontrado com 9 corpos no Pará era de imigrantes africanos

Jornal Nacional/ Reprodução

A Polícia Federal confirmou que havia nove corpos no barco encontrado à deriva no litoral do Pará. Os documentos indicam que eles eram africanos.

A polícia levou os corpos para o IML de Belém. Pescadores encontraram oito corpos dentro de um barco no sábado (13); outro estava na água, perto da embarcação.

Os peritos vão analisar amostras de DNA, digitais e a arcada dentária. Depois, vão compartilhar informações com a Interpol para checar se as vítimas estão na lista de desaparecidos da polícia internacional. A perícia também trabalha para indicar a causa das mortes e estimar há quanto tempo essas pessoas morreram.

O barco estava perto da praia de Ajuruteua, em Bragança, no nordeste do Pará. Segundo a Polícia Federal, as características do barco e os documentos e objetos encontrados sugerem que as vítimas vieram da África.

Os investigadores suspeitam que o barco saiu da Mauritânia depois de 17 de janeiro de 2024, com destino às Ilhas Canárias, um território espanhol na costa da África. O barco não tem leme nem motor, e teria ficado à deriva até chegar à costa brasileira.

O oceanógrafo Yuri Peres explica que correntes marítimas e ventos do Oceano Atlântico devem ter trazido a embarcação até litoral brasileiro.

"Ficam totalmente à mercê do sistema de correntes oceânicas e, obviamente que sem nenhum tipo de motor maquinário, é possível que isso ocorra".

A Polícia Federal considera possibilidade de que 25 pessoas estavam embarcação. A suspeita se baseia no número de capas de chuva encontradas no barco. Segundo os policiais, essas capas são usadas por imigrantes ilegais durantes as viagens.

"Nós localizamos no barco diversas capas de chuvas idênticas, o que demonstra que há uma organização por detrás disso, que muito provavelmente contratou o barco, vendeu as vagas", afirma José Roberto Peres, superintendente da PF no Pará.

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